Ricardo Grizonic e Sara Coelho

Nome: Ricardo Grizonic e Sara Coelho
Idades: 24 e 29
Na Holanda: há três anos
Naturais de: Oeiras
Vivem em: Leiden
Ocupações:Estudante de Engª eletrotécnica na TU Delft e Programador; Técnica de recursos humanos na Danone.
 
 

Ricardo acabou por escolher a Holanda no seu intercâmbio estudantil ao abrigo do programa Erasmus. Dentre outras opções europeias escolheu esta pelo custo de vida e a reputada universidade de Delft. Acabou por ir ficando. Sara, também chegou pelos estudos, e das três cidades que ofereciam um bom mestrado em psicologia organizacional, acabou por escolher a universidade de Leiden em detrimento de Amesterdão e Roterdão. Leiden revelou-se-lhe mais autêntica e atrativa em oposição à multiculturalidade frenética das outras. Continuar a ler

Jerónimo Pereira

Nome: Jerónimo Pereira
Idade: 34
Na Holanda: há oito anos
Natural de: Cacém
Vive em: Haia
Ocupação: trabalha por conta própria em agricultura

Aliciado por um amigo e juntando o facto de não conseguir emprego na área que pretendia, Jerónimo decidiu vir até à Holanda em 2005. Quando chegou, veio por curiosidade e aventura mas, ciente do que poderia ser viver num país distinto, decidiu deixar regresso marcado para Portugal caso não se adaptasse. No entanto, o seu contrato de trabalho com boas condições permitiram que o seu primeiro emprego em Poeldijk fosse somente o início de uma vida na Holanda.

Quando chegou estranhou o facto das cidades se assemelharem a vilas devido à baixa altura das casas e da sua estética. Além disso, notou o primor na maneira como os holandeses cuidavam dos seus espaços públicos, lares e quintais. Descreveu ainda a maneira aberta e afável como se sentiu recebido pelo povo neerlandês, o que constituiu uma boa surpresa.

Volvidos oito anos de Holanda, diz não fazer a mesma vida que em Portugal por ter mais tempo para si, o que é uma consequência direta de um organizado horário de trabalho. Jerónimo leva uma vida entre o ativo e o citadino, praticando Aikido e gostando de conviver com os seus amigos na cidade de Haia, os quais são maioritariamente holandeses, portugueses, britânicos e eslovacos. Mas nem tudo lhe pareceu normal no início como nos contou. O dia em que um corpulento segurança de bar lhe pediu um punhado de trocos após uma noite com os amigos fez-lhe achar graça, até que, percebeu que na Holanda era normal que estes profissionais recebessem gorjeta de quem frequenta um bar.

Apesar de ser o país das bicicletas, Jerónimo continua a preferir o seu carro como meio de transporte. Pensa também voltar a Portugal um dia, mas não no curto ou médio prazo. Afinal, chegou sozinho à Holanda, foi construindo uma vida, e afirma que o regresso poderá acontecer com as condições certas para desenvolver o seu próprio projeto de empreendedorismo. Pois bem vistas as coisas, quem está fora do seu país sabe que voltar nem sempre é uma opção imediata.